Ora bem,
Estou-me a sentir rimalhouco,
Com vontade de rimar um pouco.
Portanto à que experimentar,
Tentar voltar a rimar.
Rimo a brincar,
Ou rimo, por rimar.
Rimo, rima-a-rima,
Fazendo com elas, combate d’esgrima.
Ora pois,
Rimo agora e depois,
Rimo para lá e para cá,
Rimo aqui e acolá,
Rimo p’ra vocês, tal como sois.
Rimo pelo ar,
Para serem rimas brilhantes,
Capazes d’iluminar o luar,
Tais estrelas brilhantes.
Mas então,
Rimar sem inspiração,
É cantar sem saber a canção,
É ensaiar uma sinfonia de fachada,
E sai esta rima desgraçada.
Como eu não faço poesia,
Nem escrevo poemas,
Ser poeta é-me fantasia,
Pois sou feito de extremas.
Mas vamos lá acabar,
Sem deixar de rimar,
Seja eu um artista,
Colando versos,
De maneira imprevista.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Passeava um tigre na sua bela floresta.
Passeava toda a sua deslumbrante forma,
Com o seu andar felino,
E o leve despreocupar.
Andava por lá longe,
Solto,
Com as suas riscas de elegância,
Cruzando ramos e descruzando,
Os odores do crepúsculo,
Sem consciência.
Mas não só ele andava por lá,
Pois a solidão,
Do tigre da floresta era inimiga,
E um pôr-do-sol caminhava acolá,
Iluminando o riscado,
Talhando-o de doirados,
Com o seu terno olhar.
Raiva nele,
Como a luz da noite,
Semelhada pelo lago adormecido…
E calorosamente o acompanhava,
No seu deambular desprovido,
De qualquer noite ou frio.
Porém o claro do Sol cessava,
A cada trote do tigre,
Que pata a pata sulcava
A terra batida,
Com a sua corrida,
Para o suave luar,
Já possível de se avistar.
Foi então que,
Liberto da sua bela floresta,
O felino galopava num tronco pendido,
Que apegava as pontas duma cicatriz,
Feita pela mãe-natureza,
Para tingir o castanho e verde,
Com o azul da água que jorrava,
Fresca e cheia de beleza,
Pela catarata pueril.
Ao ver-se perdido
Pela sua inconsciência,
O tigre deteve-se…
E o impulso de voltar a ser aconchegado,
Pela sua floresta,
Apedrejou-o.
Mas o tigre conteve-se,
Pois a tela era deslumbrante,
E o frescor da água também acarinhava,
Enquanto o Sol gigante,
A sua pelagem doirada manchava,
Com o negro sombra do crepúsculo.
E o céu era laranja e encarnado,
E o sol era um meio círculo,
E o sol era um meio círculo,
E o riscado apatanhava a sua orelha,
Deitado,
Por cima do tronco tombado,
Entre as pontas da floresta,
Dividida pela língua azul,
Que corava num alaranjado,
Sério que nunca tal cena modesta,
Seria tão bem amada.
E a cauda do tigre lá brincava,
Enquanto a noite não chegava…
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Tree
"... fico sem jeito, ..."
"...do crime que cometemos, de nos sentirmos culpados mas... o meu coração a bater tão depressa..."
"E as nossas coisas em comum, hun?"
"Lembras-te da primeira vez que falámos ao telemóvel? Eu lembro-me que estavas na tua quinta e que ficámos 53 minutos a falar! (ok esta última eu tenho aqui guardada no pc, não sei de cor). Lembro-me também de dizer «Que saudadaaaades», pois a verdade era e é essa: que saudades. Eu sinto muito a tua falta..."
"... somos fortes!"
:')
"...do crime que cometemos, de nos sentirmos culpados mas... o meu coração a bater tão depressa..."
"E as nossas coisas em comum, hun?"
"Lembras-te da primeira vez que falámos ao telemóvel? Eu lembro-me que estavas na tua quinta e que ficámos 53 minutos a falar! (ok esta última eu tenho aqui guardada no pc, não sei de cor). Lembro-me também de dizer «Que saudadaaaades», pois a verdade era e é essa: que saudades. Eu sinto muito a tua falta..."
"... somos fortes!"
:')
sábado, 16 de outubro de 2010
Lombrigas Mentais
Alguém um dia, ingenuamente me contou,
Que dum cu dum gato, lombrigas tirou,
Por falta de temas, escrevo sobre isto,
Eu sei que é reles, não me meto mais nisto!
Gatos e pessoas tem lombrigas intestinais,
Como não sou gato nem Pessoa,
Tenho lombrigas mentais!
As bichas lá melgam,
Como ninguém sabe melgar,
Parecem pimentos que picam,
Dentro da minha mente, sempre a picar!
As lombrigas entorpecem o pensamento,
Como se macacos a brincar lá dentro,
Terminando com todo o meu bom senso!
Por isso não estranhem,
A estranheza deste poema,
Pelo contrario! Entranhem!
A bizarra beleza deste meu deserto drama.
Que dum cu dum gato, lombrigas tirou,
Por falta de temas, escrevo sobre isto,
Eu sei que é reles, não me meto mais nisto!
Gatos e pessoas tem lombrigas intestinais,
Como não sou gato nem Pessoa,
Tenho lombrigas mentais!
As bichas lá melgam,
Como ninguém sabe melgar,
Parecem pimentos que picam,
Dentro da minha mente, sempre a picar!
As lombrigas entorpecem o pensamento,
Como se macacos a brincar lá dentro,
Terminando com todo o meu bom senso!
Por isso não estranhem,
A estranheza deste poema,
Pelo contrario! Entranhem!
A bizarra beleza deste meu deserto drama.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
19
E eu,
E tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes
Que nunca caiam as pontes entre nós.
És tu,
Sou eu,
Amados sem jeito,
Tão perto e tão longe,
Que nunca esqueças aquele nosso beijo.
E eu,
E tu,
Saudades e dor,
Está cinza e não ouro,
Que acabe o nosso enigma do amor.
E nós,
Crianças deixadas,
Tecidos a fogo,
Que nosso amor raie em muitas madrugadas.
E tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes
Que nunca caiam as pontes entre nós.
És tu,
Sou eu,
Amados sem jeito,
Tão perto e tão longe,
Que nunca esqueças aquele nosso beijo.
E eu,
E tu,
Saudades e dor,
Está cinza e não ouro,
Que acabe o nosso enigma do amor.
E nós,
Crianças deixadas,
Tecidos a fogo,
Que nosso amor raie em muitas madrugadas.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Margarida
Once upon a time,
Eu colhi uma flor,
Era tão bonita e ingénua,
Que despertou o meu amor.
Era apenas mais uma flor,
Engraçada e vaidosa,
Sozinha, pronta a colher,
Para ser tratada com ardor.
Era tão frágil,
Com raiz tão cravada,
Tive medo d’a quebrar,
Tentei deixa-la plantada.
Mas o desafio não deixou,
E continuei a visita-la,
É tão bonita a minha flor,
É-me impossível abandona-la.
Eu colhi uma flor,
Era tão bonita e ingénua,
Que despertou o meu amor.
Era apenas mais uma flor,
Engraçada e vaidosa,
Sozinha, pronta a colher,
Para ser tratada com ardor.
Era tão frágil,
Com raiz tão cravada,
Tive medo d’a quebrar,
Tentei deixa-la plantada.
Mas o desafio não deixou,
E continuei a visita-la,
É tão bonita a minha flor,
É-me impossível abandona-la.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Crash! Boom...
Hoje o estúpido está lixado,
E por isso vai escrever,
Vocês é que lêem o poema irritado,
Dum gajo que não tem nada p’ra fazer.
Com’o estúpido não tem quem o leia,
E quem o lê, diz que gosta porque’ l’ é coitadinho,
Há que estampar esta coisa,
Só para o blogue crescer um bocadinho.
Ora o dia não lhe corre bem,
E o tédio já o invadiu,
O estúpido não está p’r ’aturar ninguém,
Ide todos ter com a mulher que vos pariu.
A agressividade és cuspida p'ro papel,
Como lava expelida dum vulcão,
As palavras estão tão acidas que estragam o pincel,
Deste estúpido sem qualquer imaginação.
Falta a prática de rimar,
E o vocabulário peculiar,
Por isso saem estas trafulhices,
[espremidas duma ervilha]
Incapazes de se gostar.
E por isso vai escrever,
Vocês é que lêem o poema irritado,
Dum gajo que não tem nada p’ra fazer.
Com’o estúpido não tem quem o leia,
E quem o lê, diz que gosta porque’ l’ é coitadinho,
Há que estampar esta coisa,
Só para o blogue crescer um bocadinho.
Ora o dia não lhe corre bem,
E o tédio já o invadiu,
O estúpido não está p’r ’aturar ninguém,
Ide todos ter com a mulher que vos pariu.
A agressividade és cuspida p'ro papel,
Como lava expelida dum vulcão,
As palavras estão tão acidas que estragam o pincel,
Deste estúpido sem qualquer imaginação.
Falta a prática de rimar,
E o vocabulário peculiar,
Por isso saem estas trafulhices,
[espremidas duma ervilha]
Incapazes de se gostar.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
él ou v'i
"Quantas vezes eu já não toquei o vazio,
Na esperança de te sentir.
Quantas vezes eu já não ergui a minha mão,
Com vontade de acariciar o teu rosto... Ou para te secar uma lagrima.
Quantas vezes eu não fechei os meus olhos,
Para poder ver os teus lábios sorrir...
Sinto tanto a tua falta...
Falta do teu calor...
Falta dos teus beijos...
Falta do teu olhar...
Mas a tua voz aquece-me, acalma-me,
Embala-me nas minhas noites vazias...
A esperança de que não tarda o próximo dia em que nos vamos reencontrar.
E de que não tarde o dia em que não vão mais separar-nos..."
Na esperança de te sentir.
Quantas vezes eu já não ergui a minha mão,
Com vontade de acariciar o teu rosto... Ou para te secar uma lagrima.
Quantas vezes eu não fechei os meus olhos,
Para poder ver os teus lábios sorrir...
Sinto tanto a tua falta...
Falta do teu calor...
Falta dos teus beijos...
Falta do teu olhar...
Mas a tua voz aquece-me, acalma-me,
Embala-me nas minhas noites vazias...
A esperança de que não tarda o próximo dia em que nos vamos reencontrar.
E de que não tarde o dia em que não vão mais separar-nos..."
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Ir
Vento!
És brisa que vais sem vir,
Distante ou empolgante,
Nunca deixas de partir!
Melodioso é o timbre,
Desse grito majestoso,
Que sem rédeas de ninguém,
Tem liberdade de fugir.
Vento! Tentei ser como tu…
Senhor da liberdade,
Solto, cavalgando rabugento,
E do saber voar, sedento…
Vento!
Vi-te vasto e vagaroso,
Vi-te suave e nervoso,
Vi-te divertido e vezes por demais,
Invejei a tua liberdade e nada mais!
Vento! Tua (des)crença tento seguir,
Ser vagabundo desse teu conseguir,
Apesar de faminto e tanto tossir,
Sais ao dia com vontade de rugir.
Vento!
Breve vida ou veloz ouvir,
Voz vibrante que choves sem valor,
Vede como (não) vou e cessa esse dormir,
Leva-me à verdade, que vesgo já sinto dor!
Vento! Um dia hei-de ser como tu!
Farto estou de não poder sair!
A saudade enfraquece, não quero sucumbir,
Prometo o inocente amor dela divertir,
Ficarei sempre (lá) s’o desejo for d’eu não sair,
Liberta-me, por favor, deste suposto fingir
Imploro-te vento!
Eu quero ir…
És brisa que vais sem vir,
Distante ou empolgante,
Nunca deixas de partir!
Melodioso é o timbre,
Desse grito majestoso,
Que sem rédeas de ninguém,
Tem liberdade de fugir.
Vento! Tentei ser como tu…
Senhor da liberdade,
Solto, cavalgando rabugento,
E do saber voar, sedento…
Vento!
Vi-te vasto e vagaroso,
Vi-te suave e nervoso,
Vi-te divertido e vezes por demais,
Invejei a tua liberdade e nada mais!
Vento! Tua (des)crença tento seguir,
Ser vagabundo desse teu conseguir,
Apesar de faminto e tanto tossir,
Sais ao dia com vontade de rugir.
Vento!
Breve vida ou veloz ouvir,
Voz vibrante que choves sem valor,
Vede como (não) vou e cessa esse dormir,
Leva-me à verdade, que vesgo já sinto dor!
Vento! Um dia hei-de ser como tu!
Farto estou de não poder sair!
A saudade enfraquece, não quero sucumbir,
Prometo o inocente amor dela divertir,
Ficarei sempre (lá) s’o desejo for d’eu não sair,
Liberta-me, por favor, deste suposto fingir
Imploro-te vento!
Eu quero ir…
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Sino
Ó Sino da Madeira ,
"És para mim como um sonho,
Soas-me na alma distante.
A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto."
FERNANDO PESSOA
"És para mim como um sonho,
Soas-me na alma distante.
A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto."
FERNANDO PESSOA
Impressões do Amanhecer
Um rascunho dum deixar,
com um pardo amalgamado,
a chuva parte forte o telefonar,
duma camisola arroz amado.
Azul oblíquo da pipeta,
Uma pintura amanhece dura e escrita,
Ninguém, sei, há-de fazer fita,
Todo mundo sabe que tudo isto é peta!
Minhal alma prateada, ventoinha,
borrada, é prematura e idosa,
com a beleza clara e quentinha,
Nunca mais que um chocolate cor-de-rosa!
Quere, cores ou bebem não,
Candeeiro cheio cose o chão,
Finge alguém que não tem mão,
Finjo eu, nao tenho coração.
Está longe plasticamente,
Falam em impossibilidade permanente,
Aberto está o pôr-do-Sol,
Pensar o perto, fanfarra do anzol.
Entendo a amizade do origami gracioso,
Diferente, mas não por isso menos irmão,
Cuidado! Esquiva, é Alpes musculoso,
Que finde em tudo, nao finde no coração !
Diz que sou longínquo Outono...
Desejo balouça, hippie e Catarina,
Hirto o sentido na banheira de ozono,
Chegou o 2012 e nem que sequer buzina !
com um pardo amalgamado,
a chuva parte forte o telefonar,
duma camisola arroz amado.
Azul oblíquo da pipeta,
Uma pintura amanhece dura e escrita,
Ninguém, sei, há-de fazer fita,
Todo mundo sabe que tudo isto é peta!
Minhal alma prateada, ventoinha,
borrada, é prematura e idosa,
com a beleza clara e quentinha,
Nunca mais que um chocolate cor-de-rosa!
Quere, cores ou bebem não,
Candeeiro cheio cose o chão,
Finge alguém que não tem mão,
Finjo eu, nao tenho coração.
Está longe plasticamente,
Falam em impossibilidade permanente,
Aberto está o pôr-do-Sol,
Pensar o perto, fanfarra do anzol.
Entendo a amizade do origami gracioso,
Diferente, mas não por isso menos irmão,
Cuidado! Esquiva, é Alpes musculoso,
Que finde em tudo, nao finde no coração !
Diz que sou longínquo Outono...
Desejo balouça, hippie e Catarina,
Hirto o sentido na banheira de ozono,
Chegou o 2012 e nem que sequer buzina !
Perfect Drop
I think you’re pretty without any makeup on,
I think you’re funny when you tell the punch line wrong,
You know I get me so you let my walls come down, down,
Before I met you, you were alright but
Things were kinda heavy, I brought you to life,
now every february I'll be your valentine, valentine
Let's go all the way tonight,
No regrets, just LOVE
We can sing until we die,
you and I, we'll be young forever
You make me feel like I'm living a Teenage dream
The way you turn me on, I can't sleep
Let's run away and don't ever look back!
My heart stops when you look at me,
Just one touch now baby I believe
This is real so take a chance and
Don't ever look back!
I finally found you my missing puzzle piece
I'm complete.
Let me put my hands on you in your skin tight jeans,
Be my teenage dream tonight.
I love you girl
I think you’re funny when you tell the punch line wrong,
You know I get me so you let my walls come down, down,
Before I met you, you were alright but
Things were kinda heavy, I brought you to life,
now every february I'll be your valentine, valentine
Let's go all the way tonight,
No regrets, just LOVE
We can sing until we die,
you and I, we'll be young forever
You make me feel like I'm living a Teenage dream
The way you turn me on, I can't sleep
Let's run away and don't ever look back!
My heart stops when you look at me,
Just one touch now baby I believe
This is real so take a chance and
Don't ever look back!
I finally found you my missing puzzle piece
I'm complete.
Let me put my hands on you in your skin tight jeans,
Be my teenage dream tonight.
I love you girl
Subscrever:
Comentários (Atom)
