sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Impressões do Amanhecer

Um rascunho dum deixar,
com um pardo amalgamado,
a chuva parte forte o telefonar,
duma camisola arroz amado.

Azul oblíquo da pipeta,
Uma pintura amanhece dura e escrita,
Ninguém, sei, há-de fazer fita,
Todo mundo sabe que tudo isto é peta!

Minhal alma prateada, ventoinha,
borrada, é prematura e idosa,
com a beleza clara e quentinha,
Nunca mais que um chocolate cor-de-rosa!

Quere, cores ou bebem não,
Candeeiro cheio cose o chão,
Finge alguém que não tem mão,
Finjo eu, nao tenho coração.

Está longe plasticamente,
Falam em impossibilidade permanente,
Aberto está o pôr-do-Sol,
Pensar o perto, fanfarra do anzol.

Entendo a amizade do origami gracioso,
Diferente, mas não por isso menos irmão,
Cuidado! Esquiva, é Alpes musculoso,
Que finde em tudo, nao finde no coração !

Diz que sou longínquo Outono...
Desejo balouça, hippie e Catarina,
Hirto o sentido na banheira de ozono,
Chegou o 2012 e nem que sequer buzina !

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