Vento!
És brisa que vais sem vir,
Distante ou empolgante,
Nunca deixas de partir!
Melodioso é o timbre,
Desse grito majestoso,
Que sem rédeas de ninguém,
Tem liberdade de fugir.
Vento! Tentei ser como tu…
Senhor da liberdade,
Solto, cavalgando rabugento,
E do saber voar, sedento…
Vento!
Vi-te vasto e vagaroso,
Vi-te suave e nervoso,
Vi-te divertido e vezes por demais,
Invejei a tua liberdade e nada mais!
Vento! Tua (des)crença tento seguir,
Ser vagabundo desse teu conseguir,
Apesar de faminto e tanto tossir,
Sais ao dia com vontade de rugir.
Vento!
Breve vida ou veloz ouvir,
Voz vibrante que choves sem valor,
Vede como (não) vou e cessa esse dormir,
Leva-me à verdade, que vesgo já sinto dor!
Vento! Um dia hei-de ser como tu!
Farto estou de não poder sair!
A saudade enfraquece, não quero sucumbir,
Prometo o inocente amor dela divertir,
Ficarei sempre (lá) s’o desejo for d’eu não sair,
Liberta-me, por favor, deste suposto fingir
Imploro-te vento!
Eu quero ir…
Sem comentários:
Enviar um comentário