quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ora Bem...

Ora bem,

Estou-me a sentir rimalhouco,
Com vontade de rimar um pouco.
Portanto à que experimentar,
Tentar voltar a rimar.

Rimo a brincar,
Ou rimo, por rimar.
Rimo, rima-a-rima,
Fazendo com elas, combate d’esgrima.

Ora pois,
Rimo agora e depois,
Rimo para lá e para cá,
Rimo aqui e acolá,
Rimo p’ra vocês, tal como sois.

Rimo pelo ar,
Para serem rimas brilhantes,
Capazes d’iluminar o luar,
Tais estrelas brilhantes.

Mas então,
Rimar sem inspiração,
É cantar sem saber a canção,
É ensaiar uma sinfonia de fachada,
E sai esta rima desgraçada.

Como eu não faço poesia,
Nem escrevo poemas,
Ser poeta é-me fantasia,
Pois sou feito de extremas.

Mas vamos lá acabar,
Sem deixar de rimar,
Seja eu um artista,
Colando versos,
De maneira imprevista.

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